Há um padrão nas decisões de Luiz Felipe do Valle Quental de Menezes à frente da Rede Paz que o mercado aprendeu a reconhecer com o tempo: ele chega antes. Não por acaso. Por método. Antecipar movimentos de mercado não é talento intuitivo. É o resultado de conhecimento profundo do setor combinado com uma leitura contínua do ambiente externo. Luiz Felipe do Valle Quental de Menezes construiu esse conhecimento na Shell Brasil, onde aprendeu o negócio de combustíveis de ponta a ponta, e aprofundou esse aprendizado ao longo de quase duas décadas de gestão da Rede Paz.
Quem conhece o setor de dentro sabe onde estão os gargalos, quais são as tendências que ainda não apareceram nos relatórios e quais decisões precisam ser tomadas agora para que a operação esteja bem posicionada quando o mercado se mover.
A conveniência antes de ser obrigação
Quando Luiz Felipe do Valle Quental de Menezes começou a investir em lojas de conveniência estruturadas dentro dos postos da Rede Paz, a maioria dos operadores do setor ainda tratava esse espaço como acessório. Poucos produtos, baixa atenção e pouco investimento. A Rede Paz foi na direção oposta: produtos de qualidade, mix pensado para o consumidor urbano e franquias de alimentação integradas.

O resultado foi um diferencial que demorou anos para os concorrentes perceberem. Quando perceberam, a Rede Paz já havia consolidado a conveniência como parte da identidade da marca.
A mobilidade elétrica, antes de ser necessidade
A mesma lógica se aplicou à mobilidade elétrica. Em 2024, quando a Rede Paz instalou os primeiros carregadores ultrarrápidos em São Paulo, a frota elétrica da cidade ainda era pequena. Os operadores convencionais debatiam se o investimento era prematuro. Luiz Felipe do Valle Quental de Menezes avaliou que não era.
A meta de 300 carregadores até 2027 é a consequência direta dessa leitura. Quando a frota elétrica de São Paulo atingir o volume que justifica o investimento de todos, a Rede Paz já terá a infraestrutura instalada, a operação madura e os clientes fidelizados.
O que o setor vai precisar aprender
O varejo de combustíveis brasileiro tem, historicamente, uma postura reativa. Age quando o mercado obriga, não antes. A trajetória de Luiz Felipe do Valle Quental de Menezes na Rede Paz é o contraponto a essa postura: uma operação que age antes, que investe antes e que colhe antes.
Esse modelo não elimina riscos. Mas transforma o risco de antecipação em vantagem competitiva duradoura. E é essa vantagem que explica por que a Rede Paz chegou a 2026 na posição em que está.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
