Poucas escolhas no canteiro de obras são tão reveladoras quanto o tipo de laje adotado. O Eng. Valderci Malagosini Machado, Diretor Técnico da Blocos e Lajes Itaim observa que a laje treliçada não resistiu ao tempo por acaso: ela sobreviveu porque continua resolvendo, com eficiência real, os problemas concretos de quem constrói no Brasil. Nas próximas linhas, este artigo analisa os pilares técnicos, econômicos e culturais que sustentam essa preferência, e o que o mercado pode esperar desse sistema nos próximos anos.
O que torna a laje treliçada tecnicamente superior para obras residenciais?
A laje treliçada é composta por vigotas de concreto protendido ou armado, tavelas cerâmicas ou de EPS, e uma camada de capeamento em concreto. Essa configuração distribui as cargas de forma eficiente, reduzindo o peso próprio da estrutura sem comprometer a rigidez necessária para vencer grandes vãos. O resultado é uma solução que atende com folga às exigências das normas brasileiras, especialmente a NBR 6118, sem demandar equipamentos sofisticados ou mão de obra altamente especializada.
Diferentemente de lajes maciças, que consomem mais concreto e geram maior peso sobre as vigas e pilares, o sistema treliçado equilibra resistência e leveza. Conforme ressalta o Eng. Valderci Malagosini Machado, Diretor Técnico da Blocos e Lajes Itaim, essa relação entre desempenho estrutural e simplicidade construtiva é o principal argumento técnico que sustenta a hegemonia desse sistema nas edificações de um a quatro pavimentos, faixa que representa a maior parcela das construções residenciais formais e informais no Brasil.
Por que o custo-benefício da laje treliçada ainda supera outras alternativas?
Em um país onde boa parte das residências é erguida de forma gradual e com orçamento limitado, o preço dos insumos pesa muito na escolha do sistema construtivo. A laje treliçada utiliza materiais amplamente disponíveis no mercado nacional, com cadeias de distribuição consolidadas em praticamente todos os estados. Isso garante preços competitivos mesmo em municípios do interior, onde o acesso a tecnologias industrializadas costuma ser mais restrito e oneroso.
Somado a isso, o processo de montagem pode ser realizado por equipes reduzidas, sem necessidade de guindastes ou formas metálicas de alto custo. O Eng. Valderci Malagosini Machado, Diretor Técnico da Blocos e Lajes Itaim destaca que, na prática, o custo total de uma laje treliçada pode ser até 30% inferior ao de alternativas como a laje pré-moldada em painéis ou a laje nervurada, quando se considera não apenas os materiais, mas também a mão de obra e o prazo de execução.

Quais são os desafios e as inovações recentes no segmento de lajes treliçadas?
Apesar de sua consolidação, o mercado de lajes treliçadas não ficou parado no tempo. Fabricantes investiram no desenvolvimento de vigotas com maior capacidade de carga, enchimentos em EPS com melhor desempenho térmico e acústico, e sistemas de escoramento mais práticos. Essas melhorias ampliam a aplicabilidade do sistema para obras que exigem maior conforto ambiental, como residências em regiões de clima extremo ou edificações com requisitos acústicos mais rigorosos.
O principal desafio reside na regularização técnica e no treinamento das equipes, sobretudo no segmento informal. O Eng. Valderci Malagosini Machado, Diretor Técnico da Blocos e Lajes Itaim aponta que a correta especificação do espaçamento entre vigotas, a escolha adequada do enchimento e o controle do traço do concreto de capeamento são fatores decisivos para a durabilidade e a segurança da estrutura. Investir na capacitação dos profissionais que atuam nesse segmento é, portanto, tão importante quanto inovar nos materiais.
Qual o futuro da laje treliçada no mercado residencial brasileiro?
A chegada de sistemas industrializados, como as lajes alveolares e as estruturas em steel frame, trouxe novos competidores ao mercado. Todavia, esses sistemas ainda esbarram em barreiras de custo inicial, disponibilidade regional e curva de aprendizado da mão de obra, fatores que favorecem a continuidade da laje treliçada como solução preferencial. A tendência é que os dois mundos coexistam, com a laje treliçada mantendo predominância nas obras de menor porte e os sistemas industrializados ganhando espaço em empreendimentos de médio e grande porte.
Em resumo, o mercado já percebe é que a modernização da laje treliçada não precisa significar sua substituição. Com materiais mais eficientes, normas bem aplicadas e profissionais capacitados, esse sistema continuará sendo a escolha mais racional para a maioria das famílias brasileiras que sonham com a casa própria. Como bem sintetiza o Eng. Valderci Malagosini Machado, Diretor Técnico da Blocos e Lajes Itaim, tecnologia de ponta é aquela que resolve o problema de quem precisa, no tempo certo e com o recurso disponível.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
