Segundo Marcio Andre Savi, a gestão de riscos em grandes obras de engenharia deixou de ser um recurso auxiliar para se tornar um eixo central das decisões técnicas e gerenciais. Uma vez que identificar incertezas, antecipar cenários críticos e estruturar respostas eficazes influencia diretamente prazos, custos e a qualidade final da entrega. Pensando nisso, a seguir, abordaremos os principais pontos que tornam a gestão de riscos um instrumento prático de controle, prevenção e competitividade no setor.
Por que a gestão de riscos é decisiva em grandes obras de engenharia?
Projetos de grande porte operam em ambientes complexos, com múltiplos agentes, variáveis técnicas e condicionantes externas. Como informa o profissional da área, Marcio Andre Savi, a gestão de riscos atua como um filtro estratégico, permitindo que decisões sejam tomadas com base em probabilidades e impactos reais, e não apenas em expectativas. Essa abordagem reduz improvisos, limita retrabalhos e fortalece a previsibilidade do empreendimento.
Além disso, grandes obras costumam envolver contratos robustos, prazos rígidos e exposição pública. Nesse contexto, riscos mal avaliados tendem a gerar efeitos em cascata. Desse modo, a ausência de uma visão estruturada sobre riscos transforma pequenos desvios em problemas sistêmicos, difíceis de corrigir nas fases mais avançadas da obra, conforme ressalta Marcio Andre Savi.
Quais tipos de riscos merecem maior atenção no planejamento?
A etapa de planejamento concentra a maior capacidade de influência sobre os resultados do projeto. É nesse momento que riscos técnicos, financeiros, ambientais e operacionais devem ser mapeados de forma integrada. Logo, não se trata apenas de listar ameaças, mas de compreender como elas se relacionam e se potencializam ao longo do ciclo da obra.
Entre os pontos mais críticos estão falhas de compatibilização de projetos, estimativas imprecisas de custos, indefinições contratuais e dependência excessiva de fornecedores específicos. De acordo com o profissional da área, Marcio Andre Savi, quanto mais cedo esses fatores são tratados, maior é a margem de manobra para ajustes sem comprometer o cronograma global.

Como estruturar uma análise de riscos realmente funcional?
Uma análise de riscos eficiente vai além de relatórios formais. Ela exige método, atualização constante e envolvimento das equipes técnicas e gerenciais. Como menciona Marcio Andre Savi, o processo começa com a identificação, avança para a avaliação de impacto e probabilidade, e culmina na definição de respostas viáveis e monitoráveis.
Nesse ponto, a gestão de riscos em grandes obras de engenharia se beneficia de ferramentas visuais, matrizes de priorização e reuniões periódicas de revisão. Aliás, a prática mostra que riscos não são estáticos. Assim, conforme o projeto evolui, novos cenários surgem e outros perdem relevância, exigindo leitura contínua do ambiente. Isto posto, a seguir, destacaremos alguns elementos que costumam concentrar maior exposição ao risco em obras de grande escala:
- Integração de projetos: desalinhamentos entre disciplinas técnicas tendem a gerar conflitos executivos e atrasos significativos;
- Gestão de contratos: cláusulas mal definidas ampliam disputas e dificultam a responsabilização objetiva;
- Logística e suprimentos: atrasos na entrega de materiais críticos impactam diretamente a sequência construtiva;
- Mão de obra especializada: escassez ou rotatividade elevada comprometem produtividade e qualidade;
- Condições externas: fatores climáticos, regulatórios ou sociais podem alterar premissas iniciais do projeto.
A observação desses pontos permite priorizar esforços e direcionar recursos para onde o risco é mais sensível, evitando dispersão de energia gerencial.
A gestão de riscos como um diferencial competitivo
Em conclusão, mais do que evitar perdas, a gestão de riscos em grandes obras de engenharia cria vantagens concretas. Projetos bem estruturados atraem investidores, facilitam negociações contratuais e aumentam a credibilidade perante órgãos reguladores. A previsibilidade se transforma em valor. Desse modo, adotar essa abordagem significa assumir que incertezas existem, mas que podem ser administradas.
Autor: Nairo Santos
